{"id":59,"date":"2019-02-22T15:05:27","date_gmt":"2019-02-22T18:05:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.igc.usp.br\/culturaextensao\/2019\/02\/22\/o-instituto-trata-brasil-e-o-cepasusp-lancam-novo-estudo-sobre-as-aguas-subterraneas\/"},"modified":"2019-02-22T15:05:27","modified_gmt":"2019-02-22T18:05:27","slug":"o-instituto-trata-brasil-e-o-cepasusp-lancam-novo-estudo-sobre-as-aguas-subterraneas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/o-instituto-trata-brasil-e-o-cepasusp-lancam-novo-estudo-sobre-as-aguas-subterraneas\/","title":{"rendered":"O Instituto Trata Brasil e o CEPAS|USP lan\u00e7am novo estudo sobre as \u00e1guas subterr\u00e2neas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n\nO&nbsp;<strong>Instituto Trata Brasil<\/strong>, juntamente com o&nbsp;<strong>Centro de Pesquisas de \u00c1guas Subterr\u00e2neas (CEPAS|USP)<\/strong>, e com o apoio do Instituto de Geoci\u00eancias da USP, a Academia de Ci\u00eancias do Estado de S\u00e3o Paulo, o Instituto de Estudos Avan\u00e7ados \u2013 USP Cidades Globais e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de \u00c1guas Subterr\u00e2neas lan\u00e7am o relat\u00f3rio&nbsp;<em>A revolu\u00e7\u00e3o silenciosa das \u00e1guas subterr\u00e2neas no Brasil<\/em>.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto traz novos dados e um olhar bastante cr\u00edtico sobre a situa\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas no pa\u00eds, sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e ecol\u00f3gica, bem como advoga o seu uso no enfrentamento dos problemas associados \u00e0s estiagens provocadas pelas Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O documento tamb\u00e9m alerta sobre como a falta de rede de esgoto em cidades e o vazamento destas por falta de manuten\u00e7\u00e3o ou antiguidade s\u00e3o causadoras dos maiores casos de contamina\u00e7\u00e3o de aqu\u00edferos no pa\u00eds; colocando em risco os usu\u00e1rios desse recurso. Este problema \u00e9 agravado pelo fato de que a grande maioria dos po\u00e7os artesianos no pa\u00eds s\u00e3o irregulares ou seja n\u00e3o tem permiss\u00e3o para a extra\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais resultados desse estudo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil extrai anualmente mais de&nbsp;<strong>17.580 Mm<sup>3<\/sup>&nbsp;(557 m<sup>3<\/sup>\/s) de \u00e1gua subterr\u00e2nea<\/strong>&nbsp;por meio de&nbsp;<strong>2,5 milh\u00f5es de po\u00e7os tubulares,<\/strong>&nbsp;popularmente chamados de artesianos. Essa vaz\u00e3o, se dirigida toda ao abastecimento dom\u00e9stico, \u00e9 capaz de abastecer toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira ou cerca de 217 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O valor econ\u00f4mico dessa extra\u00e7\u00e3o corresponderia aproximadamente a R$ 59 bilh\u00f5es\/ano<\/strong>, tendo como base a cobran\u00e7a praticada pelos operadores do servi\u00e7o de abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas \u00e1guas t\u00eam um papel fundamental para o abastecimento p\u00fablico pois&nbsp;<strong>52% dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros dependem total (36%) ou parcialmente (16%)<\/strong>&nbsp;delas para garantir o suprimento h\u00eddrico dos seus habitantes. Essa depend\u00eancia \u00e9 mais marcante nos pequenos munic\u00edpios, pois abastecem de forma exclusiva 48% dos munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o menor que 10 mil habitantes e 30% daqueles com 10 a 50 mil habitantes.&nbsp;<strong>Essas \u00e1guas tamb\u00e9m s\u00e3o a principal fonte alternativa para a maioria dos 35 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o possuem \u00e1gua encanada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, cidades dependentes do&nbsp;<strong>recurso subterr\u00e2neo s\u00e3o mais resilientes \u00e0 estiagem e t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de enfrentarem os desafios impostos pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/strong>&nbsp;No Brasil registrou-se que 1.518 munic\u00edpios abastecidos por \u00e1gua superficial no pa\u00eds passaram por crise h\u00eddrica nos \u00faltimos 10 anos, contra 840 abastecidos por \u00e1gua subterr\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O total de po\u00e7os tubulares existentes representa um sistema de abastecimento com um valor de R$ 75 bilh\u00f5es, incluindo gastos de perfura\u00e7\u00e3o e equipamentos<\/strong>. Esse valor \u00e9 equivalente a 6,5 anos de todos os investimentos anuais aplicados em saneamento no pa\u00eds em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Infelizmente, a explora\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas se d\u00e1 majoritariamente de forma clandestina, apenas&nbsp;<strong>12% dos po\u00e7os s\u00e3o conhecidos pelo poder p\u00fablico,<\/strong>&nbsp;sendo que a maioria deles opera sem outorga de direito de recursos h\u00eddricos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da falta de controle no uso do recurso, o risco de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 outro desafio a ser enfrentado. No caso do saneamento, estima-se que&nbsp;<strong>a cada ano sejam despejados 4.329 Mm<sup>3<\/sup>&nbsp;de esgoto na natureza pela falta de redes coletoras e\/ou vazamentos nas redes j\u00e1 existentes, volume suficiente para encher 5 mil piscinas ol\u00edmpicas por dia.<\/strong>&nbsp;Trata-se de um dos maiores casos de contamina\u00e7\u00e3o de aqu\u00edferos no Brasil. A exist\u00eancia de rede coletora de esgoto n\u00e3o \u00e9 garantia de preserva\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua de aqu\u00edferos.&nbsp;<strong>O vazamento de redes mal projetadas ou antigas, estimado em 582 Mm<sup>3<\/sup>\/ano (10% do efluente coletado), tem sido suficiente para contaminar aqu\u00edferos em quase todas as cidades brasileiras.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Incentivar a promo\u00e7\u00e3o do conhecimento e a gest\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas \u00e9 fundamental para garantir a conserva\u00e7\u00e3o e uso consciente desse recurso, que embora invis\u00edvel aos olhos tem um papel priorit\u00e1rio para a seguran\u00e7a h\u00eddrica e desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Autores do Estudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Ricardo Hirata (CEPAS|USP)<\/li><li>Alexandra Suhogusoff (CEPAS|USP)<\/li><li>Silvana Susko Marcellini (CEPAS|USP e Consultora)<\/li><li>Pilar Carolina Villar (CEPAS|USP e UNIFESP)\u00a0\u00a0<\/li><li><\/li><li>Laura Marcellini (Consultora)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para o estudo completo acesse:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/tratabrasil.org.br\/estudos\/estudos-itb\/itb\/aguas-subterraneas-e-saneamento-basico?utm_source=site&amp;utm_medium=newsletter&amp;utm_campaign=socialmedia&amp;utm_content=novoestudo-fevereiro\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/tratabrasil.org.br\/estudos\/estudos-itb\/itb\/aguas-subterraneas-e-saneamento-basico?utm_source=site&amp;utm_medium=newsletter&amp;utm_campaign=socialmedia&amp;utm_content=novoestudo-fevereiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa leitura<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>CEPAS|USP<\/p><p>Centro de Pesquisas de \u00c1guas Subterr\u00e2neas<\/p><p>Instituto de Geoci\u00eancias &#8211; Universidade de S\u00e3o Paulo<\/p><p>Tel: 11 3091.4146 &#8211; E-mail:\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"mailto:cepas@usp.br\" target=\"_blank\">cepas@usp.br<\/a><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Instituto Trata Brasil, juntamente com o&nbsp;Centro de Pesquisas de \u00c1guas Subterr\u00e2neas (CEPAS|USP), e com o apoio do Instituto de Geoci\u00eancias&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-59","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-divulgacao"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-06-09 03:51:11","action":"change-status","newStatus":"draft","terms":[],"taxonomy":"category","extraData":[]},"publishpress_future_workflow_manual_trigger":{"enabledWorkflows":[]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/igc.usp.br\/culturaextensao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}