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O Museu

Letreiro na entrada do Museu de Geociências do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc - USP), na Cidade Universitária em São Paulo. Foto: Marcos Santos.

O Museu de Geociências do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo desenvolveu-se a partir do antigo Museu de Mineralogia do Departamento de Mineralogia e Petrologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), da então recém-criada Universidade de São Paulo, em 1934, por iniciativa do Prof. Dr. Ettore Onorato, que doou sua própria coleção em prol das aulas práticas para o curso.

 

O núcleo original do Museu foi baseado na coleção do Prof. Onorato e na aquisição, pelo governo do Estado de São Paulo, da coleção particular do Engenheiro Araújo Ferraz, em 1935, e do particular Luiz Paixão, em 1954.  A partir daí o acervo do Museu constituiu-se através das coletas de campo realizadas pelos alunos do curso. Em 1984 recebeu a doação da coleção de Carlos Luiz Schnyder.  Atualmente, o acervo vem sendo ampliado, principalmente, por doações feitas por professores, colecionadores particulares, alunos do curso de Geologia e, também, pela aquisição de peças individuais.

 

O Acervo

 

A orientação inicial do Museu era voltada para os aspectos científicos e didáticos da Mineralogia e da Cristalografia. A partir de 1981, houve uma reestruturação e diversificação no acervo quando foram introduzidas, amostras de rochas, gemas, meteoritos e fósseis transformando-se no atual Museu de Geociências.

 

Desde 1991, o Museu ocupa a área atual com 550 m2.  O acervo está em processo de inventário e conta com aproximadamente 15 mil amostras, das quais 5 mil em estão em exposição de longa duração, e o restante está armazenado na reserva técnica. A maior parte do acervo é de procedência nacional, de várias regiões brasileiras, porém há amostras de várias partes do mundo. Cada uma das categorias (minerais, gemas, rochas, meteoritos e espeleotemas), tem critérios próprios de apresentação e particular atenção se dá aos minerais, que por serem mais numerosos, são cuidadosamente expostos, obedecendo às normas internacionais de classificação.  Eles estão dispostos de acordo com a classificação química aniônica internacional (Sistema Mineralógico de J. D. Dana), e se sucedem de modo claro e, ao mesmo tempo, rigoroso, facilitando a localização das amostras no Museu.

 

Merece destaque a coleção de meteoritos, dentre os quais se encontra o terceiro maior meteorito brasileiro, o Itapuranga.

 

Entre outras aquisições, destaca-se a compra de 56 amostras de minerais raros, provenientes da Rússia, China, Groënlândia, Tadjikistão, Índia, Kazakistão e Kirgízia. Esta coleção serve de referência para as linhas de pesquisa do Instituto de Geociências, para as comunidades científicas, nacional e internacional que desenvolvem trabalhos relacionados à mineralogia dos complexos alcalinos carbonatíticos, geologia dos pegmatitos e geologia dos elementos raros a eles associados.

 

O Museu também conta com uma coleção de minerais de cavernas, uma representação com espeleotemas dos diversos espécimes existentes.


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